quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Resoluções para 2015

Bom, resolvi fazer uma listinha do que pretendo para 2015:

Emagrecer 10kg
Aprender a andar de bicicleta
Voltar a dirigir
Ir ao trabalho de carro
Voltar a correr 6km
Correr 10km
Entrar na yoga
Não me importar com os outros
Me destacar no trabalho
Voltar a desenhar
Estudar espanhol e inglês (voltar)
Ser uma pessoa mais calma
Fazer tatuagens
Viajar mais
Aproveitar melhor meus fds
Enxugar meu guarda roupa
Ter um ano incrível

sábado, 22 de novembro de 2014

Meu trabalho...

..sou formada em Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Propaganda, na verdade até hoje não sei como vim parar aqui.

Comunicação!

Justo eu, uma menina fechada em seu mundo, em seus medos. Nunca gostei muito de conversar com estranhos, ou ter que me mostrar "legal" só por educação. Sempre fui muito fechada, até virei "estranha" para evitar papos com terceiros, segundos e primeiros.

Meu primeiro emprego, na verdade o primeiro contato com o mundo corporativo e de aprender a ser simpática com as pessoas por obrigação foi na Mercearia do meu pai: Mercearia & Avícola Santista ltda. (Secos e Molhados era o que dizia o letreiro). Lá havia de tudo que uma boa mercearia poderia oferecer, e ainda aves abatidas na hora, (nada melhor que um bom frango fresco). Às vezes era possível encontrar coelhos, cabras e no final de ano: carne suína.

Meu serviço a priori era apenas fazer companhia ao meu pai, mas já que eu ficava lá de bobeira, porque não ajudar? Pesava produtos a granel (como: farinha, alpiste, feijão, girassol, etc), cobrava (o melhor verbo a se usar aqui era "pendurava", pois o fiado comia solto), às vezes eu pegava um frango ou uma galinha e pesava (nunca tive dó, nem dos coelhos - vegetarianos gritarão), e raramente ajudava a cortar unha dos pés do frango e limpar moela. Qdo eu era jovem eu me envergonhava de dizer que trabalhava dessa forma, hoje acho maior barato isso. Ah! Também servia pinga aos senhores apreciadores de cachaça barata - nunca vou me esquecer do episódio de um senhor que estava tão bêbado, que acabou engolindo uma mosca que agonizava no seu copo de Pitú.

Estudei colegial técnico, porque em minha época era importante sair com uma formação. Fiz Processamento de Dados - pois quem "soubesse mexer em computador estava feito na vida". Odiava programação, fluxogramas, lógica e estatística nunca foram meu forte, mas adorava matemática, mesmo tendo um professor nojento dando aula. Sempre tive facilidade em aprender, então levei o curso nas costas - mas o meu desinteresse na área me fez sair do curso sem saber programar um "Beep".

Prestei FUVEST. Primeiro ano Ciências da Computação e Matemática. Lógico que não passei. No segundo ano, fiz Cursinho e prestei para Psicologia - (Oi?) - pois é, Psicologia, apesar de uma metaleira feia, gorda e desengonçada eu tinha bom coração, e achava que para ajudar os outros a melhor forma seria fazer Psicologia. Não passei pra segunda fase por 1 ponto, e eu chorei que nem criança! Sem entrar numa faculdade e sem emprego, me trancava nas minhas muitas horas vagas em meu quarto e desenhava, desenhava e desenhava roupas. Eu queria ser estilista! (confuso, eu sei).

Depois de procurar emprego em tudo que é lugar, de leste a oeste, de norte a sul - consegui finalmente meu primeiro trabalho como Recepcionista em uma Indústria de Cosméticos do lado de casa (literalmente). Minha vida é cheia de fazer piadinhas comigo.

Em meu primeiro ano de trabalho, ganhando exatos R$300, consegui pagar um curso de desenho de moda, e com o traço melhorado devido o curso, meu patrão viu meus desenhos e resolveu me pagar um curso de Corel Draw (lembro que na época era o 7) - Comecei a fazer as embalagens da empresa, de uma forma mais "rústica" possível, e consegui um aumentozinho que fez com que eu pudesse pensar na possibilidade de fazer uma faculdade.

Ganhava tão pouco, que tive que procurar a faculdade pelo valor e não pelo curso que eu queria fazer. Meu sonho era me formar em alguma coisa. Queria fazer moda, mas o valor da mensalidade era 3x mais o que eu ganhava (não existia ProUni - vcs reclamam de barriga cheia). Até que me falaram de Publicidade, que era um curso para pessoas criativas como eu (???). Eu fiz, mas não me realizei. Me formei publicitária, mas ainda trabalhava na Ind. de Cosméticos, não ganhava muito, na vdd chegava a ser explorada pelo que eu fazia, mas como meu patrão não queria me pagar o que eu merecia, acabou aceitando a proposta de um fornecedor: me liberar todas as sextas-feiras para fazer freelancer de apresentações para uma tal de Dierberger. (para ele seria como um "aumento").

Em 2008 houve a possibilidade de pedir as contas, e trabalhar por conta. Foram 5 anos, em que eu pude amadurecer, ver o monte de coisa que eu não deveria ter feito, ter experiência em outras áreas como vendas e atuar mesmo junto a clientes, trabalhar com redes sociais (até que eu levo jeito para tudo isso...)

Em 2013 aceitei a proposta da Dierberger em trabalhar full time com eles. Em um ano fui promovida, ganhei confiança de minha chefe, do meu diretor, fui promovida. Hoje trabalho levantando tendências, criando conceitos para o produto da empresa: Fragrâncias. Não é mil maravilhas, mas aprendi e venho aprendendo a conversar, argumentar, apresentar, convencer. Conheci cidades e até outro país através do meu trabalho que vem sendo reconhecido pelos clientes e concorrentes... Meu diretor teima que eu deveria trabalhar com vendas.

Apesar de tudo isso, parece que falta alguma coisa. Não sei se é a frustração de ainda não ter trabalhado com o que eu sempre sonhei, ou se é meu lado de nunca estar satisfeita com as coisas, o que não me faz viver o hoje...

Sou sempre cobrada em ser melhor, e melhorar e fazer melhor e superar... e isso me frusta, pois nunca acho que esta bom, me causa um sofrimento tamanho, pois o meu melhor nunca é suficiente. Ninguém perguntou se eu quero ser a melhor... Sei que não devo me acomodar, mas quero ser um pouco mais livre pra pensar.

No mais vou sonhando com o que eu poderia ser, mesmo com 33 anos, ainda tenho esperanças de me realizar com meu trabalho - fazer o que eu realmente sonhei.




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Iniciando minha experiência com um livro...

...estou lendo "Mulheres francesas não engordam", escrito por Mireille Guiliano. O livro aborda sobre comer sem culpa e mesmo assim não engordar.

Estou ainda no início, mas nas primeiras páginas não tem como você não concordar com a autora. Ela não é nutricionista, nem nenhum "ista", ela trabalha com vinhos, mas é francesa e conta como ela se redescobriu magra após um intercâmbio nos EUA onde engordou 15kg adotando hábitos americanos: porções enormes, comidas sem qualidade, vida corrida, sem tempo para parar pra se alimentar direito.

Estou adorando o livro, pois é extremamente sensato.

As francesas são conhecidas por seus corpos esbeltos (claro que toda regra tem exceções) mesmo fazendo refeições completas (nas refeições, há um ritual de sequências: primeiro vem a entrada, depois o prato principal, os queijos, a sobremesa e, por fim, o café) e as americanas acima do peso mesmo comendo saladas com água (me vi nisso...rs).

O que as diferem é que as francesas se contentam com pouco, ou seja, suas porções são pequenas, elas aprenderam a treinar seus cérebros a entender que um pedaço de um bom chocolate vale mais do que uma barra inteira de um doce cheio de gordura hidrogenada, conservantes e açúcares.

O livro sugere um treinamento para se comer que nem as francesas, e é cheio de receitas saborosas e cheias de "artimanhas"...

Vou ler e tentar ir seguindo os passos, pois meu sonho realmente, mais do que ter um corpo mais magro, é saber lidar com o alimento, pois estou cansada de sofrer do efeito sanfona: Já pesei 107kg, cheguei aos 77 e hoje peso 85kg. Na boa, se for pra sofrer pra emagrecer e depois ter meu peso de volta prefiro manter os 85kg, não é mesmo? O problema é que estou cheia de roupas esperando pelo menos eu chegar a 80kg para voltarem a servir! rs

Amanhã escrevo um pouco mais sobre o mesmo, falando das etapas - mas de fato vale a pena comprar o livro, não é caro e é uma leitura muito gostosa.

Até mais ;)

33 anos e ainda se descobrindo

Tenho 33 anos e ainda não sei o que serei quando crescer.

Não sei porque estou nesse mundo e ainda não entendo atitudes de alguns seres humanos. Tenho dúvidas continuas se estou na profissão correta, no trabalho correto. Penso muitas vezes em trocar de trabalho, profissão e até já tive ideia de fazer uma nova faculdade para trocar de área.

Não me acho bonita, não gosto do meu corpo, sempre acho que poderia estar melhor. Sou descontente com meu guarda-roupa e não gosto de ser parecida com ninguém, ser diferente chega a ser uma meta.

Conclusão: sou extremamente normal "dentro da normalidade" - mesmo sendo estranha e diferente em estilo, jeito e forma de pensar de certas coisas.

Esse blog já teve várias formas, mas quer saber? Vou faze-lo apenas como um lugar para eu escrever um diário bem humorado ou não do meu cotidiano. Com isso aprender a escrever, usar pontuações, se fazer entender através da escrita - necessito disso. Necessito também conseguir me expressar através de palavras, conseguir externar ideias, pensamentos e até usar também como fuga quando as coisas não estiveram 100% como eu pensei.

Fugir dos pensamentos constantes de emagrecer, de que todos no meu trabalho me odeiam, que sou chata, que a vida é uma merda etc... porque na verdade a vida não é só isso, aliás a vida não é isso.
Gosto de ser insatisfeita com algumas coisas, isso não deixa acomodada, mas tem coisas que parecem que não saem do lugar. Voltas e voltas e voltas, e nada. Quero parar de falar e fazer.

Prentendo aqui falar da minha vida, da busca de melhorar em aspectos físicos e emocionais, de conseguir alcançar sim minhas metas, mas de uma forma menos árdua possível. Até porque viver por mais que seja bom, realmente não é fácil, você vive constantemente em situações que tem que ter muito jogo de cintura e aprender a cada instante a tentar fazer todo momento menos ruim ou melhor ainda, talvez seja a graça do jogo viver.

Enfim, quem se dispor a ler esse blog vai ler sim sobre eu querer emagrecer, sobre problemas no meu trabalho, coisas que faço, mas quero escrever de uma forma que eu sempre consiga enxergar o lado bom da vida. (tem um filme sobre isso...rs)

O desafio aqui é o que todos nós temos e que poucos realmente conseguem atingir: VIVER BEM!